Natação: Água mais do que um exercício, um prazer!

Aulas na piscina

É realmente estimulante ver as provas de natação nas Olimpíadas, com medalhas conquistadas e recordes superados. Mas este evento reúne apenas os melhores atletas do mundo, uma elite que treina a vida inteira com esse objetivo. Para nós, pessoas comuns, o objetivo é outro. É desenvolver e manter um bom preparo físico, conquistado com meio da prática regular. Isso vale para natação, hidroginástica ou qualquer outra atividade física.

Ao mesmo tempo que trabalha gradativamente músculos, coração e pulmão, a movimentação dentro da água é favorecida pela redução da ação da gravidade. A união desses dois fatores traz, para a maioria das pessoas, inclusive para quem tem problemas de artrite e reumatismo, a possibilidade de exercitar com mais conforto e, com isso, uma rotina de exercícios ao dia-a-dia, obtendo grandes benefícios, físicos e mentais, que se refletem na qualidade de vida a curto e a longo prazo.

Se você conseguir manter uma rotina de exercícios (e a gente sabe que você consegue!), está de parabéns. Já ganhou sua medalha de ouro.

 

Hidroginástica

Cláudia Watanabe, fisioterapeuta da Escola Takeda de Natação Hidroterapia e Watsu, localizada na zona oeste da cidade de São Paulo, afirma que, além da natação, várias outras atividades físicas são possíveis dentro de uma piscina. “O importante é que a pessoa possa realizar o movimento com o mínimo de tensão possível para quebrar o círculo vicioso de dor, pouca movimentação e enfraquecimento da musculatura que leva a erros de postura que causam mais dor”.

Cláudia cita como exemplo a hidroginástica, atividade coletiva, na qual os participantes têm como incentivo o trabalho em grupo, a grande variedade de movimentos que impede a monotonia das aulas e o desafio de se superar a cada dia e de melhorar seu condicionamento físico.

Uma das grandes vantagens da hidroginástica é que não é preciso saber nadar, já que os exercícios são realizados com os pés apoiados no fundo da piscina. Por isso é possível acostumar-se aos poucos com a sensação da água envolvendo o corpo, adquirindo-se a confiança e bem estar.

 

Natação

O acompanhamento de um professor é obrigatório, principalmente para quem está iniciando a prática da natação. Um bom profissional é capaz de identificar qualquer movimento errado e corrigi-lo antes que ele se torne um vício e prejudique a saúde. Ele ainda vai determinar um programa que se adapte à condição física de cada indivíduo em particular.

“Tudo depende da motivação; portanto, o papel daquele que faz o monitoramento dos exercícios é fundamental. Antes de enxergar quem nos procura como alguém que sofre de artrite ou qualquer outra patologia, é importante pensar no que a atividade física pode proporcionar de prazer e de aumento da qualidade de vida. Pensando dessa forma, procuramos sempre enquadrar a atividade recomendada a capacidade e à personalidade da pessoa, para que ela não se torne escrava da sua condição, de suas limitações e para que procure superá-las de forma criativa.”

Essa é a opinião de Rosângela Vinhas, outra fisioterapeuta da Escola Takeda, que recebe muitas pessoas com artrite e reumatismo. Para ela, o grande desafio daqueles que atuam na área é encontrar formas para motivar a continuidade das atividades. Isto é possível com a variedade de estilos e aprimoramento da condição física. Sem esquecer do lado emocional

 

Watsu

“Outra atividade que vem sendo cada vez mais adotada é o watsu, que é o shiatsu aquático. Embora não seja uma terapia específica, combina o shiatsu com a piscina e provoca o relaxamento de todas as tensões, uma grande consciência corporal e bem-estar que acaba refletindo na melhora da estado geral de saúde do paciente que tem problemas de artrite ou de reumatismo”, declara a fisioterapeuta Rosângela Vinhas.

O watsu é uma atividade na qual o praticante é massageado pelo especialista realizando-se movimentos especiais dentro da água. A técnica foi criada pelo norte americano Harold Ture e introduzida no Brasil na década de 80.
Seja qual for a técnica empregada, o certo é que a atividade dentro da água é recomendada para quase todas as pessoas. Com orientação médica e paciência, é possível encontrar a modalidade que mais se ajusta às necessidades e ao ritmo de cada pessoa.

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